Noite fria de vento gelado,
que traz os pensamentos mais sordidos e frios,
que tento repudiar o máximo que posso.
Inveja, que não aceito,
pois só se tem inveja do que não tem,
eu tenho tudo do que posso ser feliz,
mesmo assim, fraco daquele que a sente.
Egoismo, mal da humanidade,
que penetra nas minhas veias,
e deixa o sangue cinza,
como a noite fria de vento gelado.
Tristeza obscura,
que aparece e faz o maior estrago.
Repudio, com todas as minhas forças,
pois não há nada mais lindo do que sorrir.
Dêh.
27 de dez. de 2010
13 de dez. de 2010
Sou um guardador de rebanhos
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa)
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa)
29 de nov. de 2010
Se você ao menos soubesse.
Se você soubesse o quanto preciso de carinho agora, você traria a Lua pra mim.
Se você soubesse que odiar um familiar machuca a alma, você sorria mais pra ele.
Se você soubesse que perder tempo pensando mal dos outros, diminui o seu tempo de pensar coisas boas, você compraria chocolate e morreria de tanto comer.
Se você soubesse que ter paciência e compreensão é melhor que gritar, você encontraria ouro no final do arco-íris.
Se você soubesse que pequenos momentos podem não voltar, você soltaria o cabelo e dançaria até o sol raiar.
Se você pensasse mais em você e se amasse mais, você largaria o guarda chuva e ia tomar um banho para limpar a alma.
Se o mundo não fosse tão estranho e as pessoas não se odiassem, você perceberia a flôr que todo dia está no seu caminho.
Se você chorasse menos e sorrisse mais, você amaria mais, tudo que está em volta.
Ah se você ao menos soubesse...
Dêh
Se você soubesse que odiar um familiar machuca a alma, você sorria mais pra ele.
Se você soubesse que perder tempo pensando mal dos outros, diminui o seu tempo de pensar coisas boas, você compraria chocolate e morreria de tanto comer.
Se você soubesse que ter paciência e compreensão é melhor que gritar, você encontraria ouro no final do arco-íris.
Se você soubesse que pequenos momentos podem não voltar, você soltaria o cabelo e dançaria até o sol raiar.
Se você pensasse mais em você e se amasse mais, você largaria o guarda chuva e ia tomar um banho para limpar a alma.
Se o mundo não fosse tão estranho e as pessoas não se odiassem, você perceberia a flôr que todo dia está no seu caminho.
Se você chorasse menos e sorrisse mais, você amaria mais, tudo que está em volta.
Ah se você ao menos soubesse...
Dêh
12 de nov. de 2010
Brincando com as letras
O sol se escnde,
O vento s opra,
A chuva
C
A
I
E a gente nem percebe mais.
Estamos cheeeios de coisas para fazer,
E quando paramos estamos dormindo.
A vida passa e a gente nem vê.
O sol se escnde,
O vento s opra,
A chuva
C
A
I
E a gente nem percebe mais.
Dêh.
O vento s opra,
A chuva
C
A
I
E a gente nem percebe mais.
Estamos cheeeios de coisas para fazer,
E quando paramos estamos dormindo.
A vida passa e a gente nem vê.
O sol se escnde,
O vento s opra,
A chuva
C
A
I
E a gente nem percebe mais.
Dêh.
7 de nov. de 2010
Linda, linda.
Menina bonita do cabelo liso amarronzado,
que sacode a poeira e balança os corações encantados.
Você é linda, linda.
Linda como a noite que esconde o Sol.
Linda como as flôres amarelas que desabrocham ao luar.
Você é linda, linda.
Dêh.
À minha irmã do meio querida.
que sacode a poeira e balança os corações encantados.
Você é linda, linda.
Linda como a noite que esconde o Sol.
Linda como as flôres amarelas que desabrocham ao luar.
Você é linda, linda.
Dêh.
À minha irmã do meio querida.
27 de out. de 2010
.
Exageradas ou não,
Elas não são impedidas de rolar.
Descem como fogo em brasa,
Sambam pelo corpo até caírem no chão.
Mais frequentes,
Talvez descongelando o coração frio.
Que quer voltar a ser pedra.
E sonha com essa dureza,
Que era mais fácil de lidar.
Mas ele está voltando a ser como era.
Triste fim de um coração que tinha muito amor pra dar.
Dê a quem merece coração,
E lágrimas, se não forem de felicidade,
Por favor, parem de rolar.
Dêh.
Elas não são impedidas de rolar.
Descem como fogo em brasa,
Sambam pelo corpo até caírem no chão.
Mais frequentes,
Talvez descongelando o coração frio.
Que quer voltar a ser pedra.
E sonha com essa dureza,
Que era mais fácil de lidar.
Mas ele está voltando a ser como era.
Triste fim de um coração que tinha muito amor pra dar.
Dê a quem merece coração,
E lágrimas, se não forem de felicidade,
Por favor, parem de rolar.
Dêh.
19 de out. de 2010
A flôr do caquito
18 de out. de 2010
O amansador de cavalos
Conheci um amansador de cavalos, que adorava o que fazia, talvez não fosse o emprego mais importante de se ter, mas Jorge gostava. Gostava tanto que colocava nome em cada um dos cavalos amansados. Depois ficavam conversando com eles como se fossem grandes amigos.
Um dia, chegou um cavalo meio marrom, meio branco, daqueles bem bravos. Jorge se animou, gostava muito de desafios e aquele não seria o primeiro.
O cavalo se empenou, Jorge preparou o laço e laço-o, mas caiu em vão ao chão. O cavalo meio marrom, meio branco se orgulha. Passa-se o tempo e a noite cai, Jorge vai para casa, um pouco decepcionado, um pouco decidido.
No outro dia, lá está os dois, numa disputa que queira a Deus não acabe em morte. Jorge lança um olhar severo e o cavalo se recua, porém não afasta o orgulho. Olhares se cruzam numa tentativa de sair um vencedor.
Jorge consegue laçá-lo, o cavalo se agita numa ânsia constante de se desvencilhar da corda que está no seu pescoço. Em vão, o amansador se mantém firme e novamente fixa o olhar aos olhos do animal. E faz o que sempre faz depois de uma luta ferrenha, ele canta, canta uma canção tão bonita que tranqüiliza o coração do cavalo meio marrom, meio branco.
O telefone toca. Jorge se desconcentra um pouco, mas se volta para o animal. O cavalo deita no chão, estava cansado.
Jorge sente que está flutuando, de felicidade por ter vencido? Não. Jorge está morto. O telefone. Dessa vez o cavalo tinha ganhado essa disputa.
Dêh.
Quem conta um conto, aumento um ponto...
(:
Um dia, chegou um cavalo meio marrom, meio branco, daqueles bem bravos. Jorge se animou, gostava muito de desafios e aquele não seria o primeiro.
O cavalo se empenou, Jorge preparou o laço e laço-o, mas caiu em vão ao chão. O cavalo meio marrom, meio branco se orgulha. Passa-se o tempo e a noite cai, Jorge vai para casa, um pouco decepcionado, um pouco decidido.
No outro dia, lá está os dois, numa disputa que queira a Deus não acabe em morte. Jorge lança um olhar severo e o cavalo se recua, porém não afasta o orgulho. Olhares se cruzam numa tentativa de sair um vencedor.
Jorge consegue laçá-lo, o cavalo se agita numa ânsia constante de se desvencilhar da corda que está no seu pescoço. Em vão, o amansador se mantém firme e novamente fixa o olhar aos olhos do animal. E faz o que sempre faz depois de uma luta ferrenha, ele canta, canta uma canção tão bonita que tranqüiliza o coração do cavalo meio marrom, meio branco.
O telefone toca. Jorge se desconcentra um pouco, mas se volta para o animal. O cavalo deita no chão, estava cansado.
Jorge sente que está flutuando, de felicidade por ter vencido? Não. Jorge está morto. O telefone. Dessa vez o cavalo tinha ganhado essa disputa.
Dêh.
Quem conta um conto, aumento um ponto...
(:
10 de out. de 2010
Enquanto ainda está vivo
Enquanto ainda se vive, deveríamos deixar as brigas de lado.
Enquanto ainda se vive, deveríamos rir mais.
Enquanto ainda se vive, deveríamos conservar as velhas amizades.
Enquanto ainda se vive, deveríamos magoar menos as pessoas, com coisas desnecessárias.
Enquanto ainda se vive, deveríamos dizer a verdade, mesmo que doa.
Enquanto ainda se vive, deveríamos amar mais e odiar menos.
Enquanto ainda se vive, deveríamos ligar para os amigos de vez em quando.
Enquanto ainda se vive, deveríamos nos preocupar menos com algumas coisas e preocupar mais com outras.
Enquanto ainda se vive, porque depois não adianta mais se arrepender.
Dêh.
Enquanto ainda se vive, deveríamos rir mais.
Enquanto ainda se vive, deveríamos conservar as velhas amizades.
Enquanto ainda se vive, deveríamos magoar menos as pessoas, com coisas desnecessárias.
Enquanto ainda se vive, deveríamos dizer a verdade, mesmo que doa.
Enquanto ainda se vive, deveríamos amar mais e odiar menos.
Enquanto ainda se vive, deveríamos ligar para os amigos de vez em quando.
Enquanto ainda se vive, deveríamos nos preocupar menos com algumas coisas e preocupar mais com outras.
Enquanto ainda se vive, porque depois não adianta mais se arrepender.
Dêh.
13 de set. de 2010
Cadê meu motorista?
Não gosto de dirigir. Mas também não gosto de andar de ônibus (quem gosta?). Então eu dirijo. Trânsito é a coisa mais estressante desse mundo. Incrível como ele cansa bem mais que um dia pesado de estudo e trabalho. Não querendo defender, mas dá pra entender o porquê de alguns motoristas de ônibus, nos dá nos nervos.
Aulas de direção e prova para tirar a carteira é a maior furada que eu fui obrigada a me meter. Nem eles próprios respeitam as próprias regras. E que regras diga se de passagem, algumas são totalmente inutilizadas como não deixar o carro voltar na rampa, não soltar do volante enquanto faz a prova e parar na faixa de pedestre mesmo que não tenha nenhum pedestre.
A prova dessa furada está no dia a dia no trânsito. Certas pessoas, por exemplo, não gostam muito de usar a seta. Pra que também? Só pra avisar o de trás que você vai precisar andar mais devagar e que ele precisa reduzir a velocidade dele para não bater no seu carro? Bobagem...tem seguro.
Outra coisa que irrita um pouquinho é o seu sinal fechado, o do colega aberto, mas o trânsito na parte em que ele está apresenta-se um pouco difícil. Ai ele... ah...ele não espera atrás da faixa porque está aberto e ele precisa passar, resultado, ele fica no meio da rua impedindo que os carros do sinal antes fechado, agora aberto passem. Mas relaxa, é que ele é mais bonito.
Os bonitões. Não se podem esquecer eles, jamais. Eles são a causa da sua irritação e da vontade de jogar o carro em cima deles. Calma, respire, lembre-se que Deus está te testando. E quando ele te ultrapassar pela direita, sorria. Quando ele atravessar a ilha vendo você se aproximar, sorria. Quando você atravessar a rua e lá dos quintos vir um motoqueiro buzinando, sorria. Quando você estiver virando e vir um motoqueiro do nada (porque alguns brotam) e passar na sua frente, sorria. Sorria porque a vida é bela e a girafa é amarela com manchas marrom.
E para finalizar, nossos queridos irmãos surdos. Que necessitam deixar o som no último volume e tremer o nosso carro. Uma salva de palmas a eles. Porque eles merecem. Merecem pelo esforço de querer aparecer e mostrar que tem um pequeno potencial por de trás daquele carro rebaixado. E mais ainda, por quererem compartilhar a música (da maioria das vezes horrível) preferida deles, (às vezes em inglês e eles cantam sem saber o significado, porque se percebe pela pronúncia) com você. Isso que é ter o coração bom.
Dêh.
Aulas de direção e prova para tirar a carteira é a maior furada que eu fui obrigada a me meter. Nem eles próprios respeitam as próprias regras. E que regras diga se de passagem, algumas são totalmente inutilizadas como não deixar o carro voltar na rampa, não soltar do volante enquanto faz a prova e parar na faixa de pedestre mesmo que não tenha nenhum pedestre.
A prova dessa furada está no dia a dia no trânsito. Certas pessoas, por exemplo, não gostam muito de usar a seta. Pra que também? Só pra avisar o de trás que você vai precisar andar mais devagar e que ele precisa reduzir a velocidade dele para não bater no seu carro? Bobagem...tem seguro.
Outra coisa que irrita um pouquinho é o seu sinal fechado, o do colega aberto, mas o trânsito na parte em que ele está apresenta-se um pouco difícil. Ai ele... ah...ele não espera atrás da faixa porque está aberto e ele precisa passar, resultado, ele fica no meio da rua impedindo que os carros do sinal antes fechado, agora aberto passem. Mas relaxa, é que ele é mais bonito.
Os bonitões. Não se podem esquecer eles, jamais. Eles são a causa da sua irritação e da vontade de jogar o carro em cima deles. Calma, respire, lembre-se que Deus está te testando. E quando ele te ultrapassar pela direita, sorria. Quando ele atravessar a ilha vendo você se aproximar, sorria. Quando você atravessar a rua e lá dos quintos vir um motoqueiro buzinando, sorria. Quando você estiver virando e vir um motoqueiro do nada (porque alguns brotam) e passar na sua frente, sorria. Sorria porque a vida é bela e a girafa é amarela com manchas marrom.
E para finalizar, nossos queridos irmãos surdos. Que necessitam deixar o som no último volume e tremer o nosso carro. Uma salva de palmas a eles. Porque eles merecem. Merecem pelo esforço de querer aparecer e mostrar que tem um pequeno potencial por de trás daquele carro rebaixado. E mais ainda, por quererem compartilhar a música (da maioria das vezes horrível) preferida deles, (às vezes em inglês e eles cantam sem saber o significado, porque se percebe pela pronúncia) com você. Isso que é ter o coração bom.
Dêh.
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